Igor Ferreira Um simples blog

So long, and thanks for all the fishes!

Some time ago, I wrote about my experience on moving to London. It’s in Portuguese because it is hosted on my personal “blog”. But, it resumes my view about this great new city.

Now, I decided to open this medium for english texts because a new moment on my life has begun: Time to move on.

So long... Thanks for all the fish!

Things are happening in the world. Not good things. Really not good things. And, one of them is the UK is leaving the EU. This have consequences in the national economy and business market, for big and small companies.

The company where I work is one that decided to make a decision driven by the recents facts:

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A new chapter

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A lot was put on the table to be analised. Market, people, clients, and world politics. Always putting people and employees above all. That is why the decision to have a new office out of UK was made.

An option for the employees and an extra option for new comers! A decision that makes sense for a company like Future Workshops.


A new opportunity, good and exciting, but, that leaves a broken heart behind

Can a heart still break once it's stopped beating

Changing is good, exciting, amazing, and empowers someone to see new cultures, thoughts, point of view, and nature! But, obviously, is never easy. You are leaving things behind to be able to live new adventures.

I’ve been in London for almost an year and a half. You may say that is not so long. But, I fell in love with the city, made friends in the company and in a small town called Oxted!

I’ll miss the night walks to get the last train from Oxted to London. A moment where I was able to see stars in the sky. I’ll miss the walks from Latimer Road to Liverpool Street Station, going through the Kesington Gardens and Hyde Park. And, I’ll miss the people.

But, there is something that I will not miss: The weather!

The weather is something that, at first, I though it would be something that I could easily overcome and adapt. But, every winter hit me, and hit me HARD. The wind, cold, rainy, dark afternoons are heavy in the soul.


So, what is the next step?

Barcelona's night sky

Barcelona!

Let’s be a Spanish in Spain.

But, this will be a new chapter on a new life… When I settle down and have more to say, believe! I’ll come back to tell you more about it! 🎉

ADHD de cada dia

Fui motivado a escrever esse texto por 3 motivos:

  1. É algo que me incomoda no momento.
  2. Um post sobre a importância que deve ser dada à depressão.
  3. E tweets:


Gostaria de começar esse texto relatando que a pior sensação do mundo é a raiva misturada à decepção de perder uma briga contra você mesmo!

Doenças mentais, mesmo hoje, ainda precisam ser aceitadas e entendidas pelas pessoas. Muitos mitos, preconceitos e descrenças acontecem em torno desse problema real, fazendo com que quem sofre se esconda ou não aceite o diagnóstico, usando termos como “é só uma fase” de muleta para seguir a vida.

Eu tenho ADHD-PI. E, sim, diagnosticado, precisando de medicação e tudo mais! Não, não é fase e não falo isso porque é “famoso” ter alguma doença hoje em dia! E, não, não é uma simples desculpa!

Quem assiste “The Big Bang Theory” não entende o quão sofrível é ter OCD, ser incapaz de falar com outra pessoa ou déficit de atenção. Não é essa coisa bonita e engraçada que é representada na série. Especialmente porque, em muitos casos, o problema não vem sozinho e, ao longo do tempo, acaba ganhando novas complicações.

Para ser mais “realista”, vou reportar o que sei/vivi e tentar colocar no cenário de tecnologia (o que vivo diariamente):

ADHD é uma doença caracterizada por inatenção e impulsividade. Desde 2000 é caracterizada em 3 três tipos, sendo eles: Predominante inatenção (ADHD-PI), predominante hiperatividade e, a pior, sem predominância.

Ela é, geralmente, diagnosticada ainda na infância, tanto que o site da NHS (sistema público de saúde britânico) representa como uma doença infantil, colocando apenas uma nota de como adultos podem sobreviver com a doença. Com isso, o preconceito de que crianças são naturalmente ativas e desatentas faz com que pessoas não sejam diagnosticadas corretamente, aumenta a negação e gera adultos que sofrem diariamente sem ter uma ideia real da causa.

Nas crises, o dia-a-dia de quem sofre ou convive com essa doença não é fácil:

  • Roupas sujas se acumulam, não por preguiça ou desleixo, mas pelo simples fato de lavá-las é uma atividade repetitiva. Inclusive, há ocasiões onde a pessoa abre a máquina de lavar, coloca metade das roupas e esquece de terminar o que estava fazendo.
  • Prato com comida, deixado de lado para esfriar.
  • Ferro de passar roupa esquecido ligado, assim como fogão, forno, etc.
  • Bifes queimados disparando alarme de incêndio com sua fumaça.
  • Portas de casa/apartamento/carro/empresa destrancadas depois que a pessoa sai.
  • Chaves largadas na porta ou dentro do carro.
  • Mochilas, carteira e blusas largadas dentro de ônibus/trem/restaurante.
  • Medicamentos abertos e não consulmidos.
  • Dificuldade em lembrar nomes e datas em certos momentos.
  • Dificuldade em manter uma conversa superficial.
  • Ter de ver/ler várias vezes um livro, filme ou ouvir um podcast para poder absorver um conteúdo.

Recomenda-se que uma pessoa com ADHD muito forte, em momentos de crise, não fique sozinha e procure alguém que possa ajudá-la a lembrar da medicação e protegê-la de coisas rotineiras, como fazer um almoço ou janta e crie rotinas para poder aprender algo ou realizar alguma tarefa.

E não é só a vida pessoal que é atrapalhada, a vida profissional é altamente impactada, em momentos de crise e até em momentos “normais”. A pessoa passa a ser vista como desleixada por causa dos grandes momentos de procrastinação, atividades inacabas, reuniões perdidas e bugs simples deixados no código.

No texto linkado em um dos tweets que coloquei no começo, é mensionado a síndrome do impostor, um pensamento que é constante na vida dos que lutam contra o ADHD, pelo simples fato de que não importa quão competente a pessoa seja, ela vai atrasar entregas, deixar pequenos erros passarem despercebidos e ser incapaz de finalizar projetos, especialmente projetos pessoais onde a gerência é 100% individual.

Um exemplo: Na tentativa de melhorar uma funcionalidade de um app onde trabalho, decidi estudar e implementar um sistema básico de machine learning para encadear e balancear operações em imagens usando OpenGL, uma ideia excitante e complicada. Mas, o projeto acabou não sendo finalizado ainda, porque, após ter 98% do algoritmo pronto e testado, restou apenas a criação de um processo de escolhas de quadriláteros. Apesar disso ser uma das partes mais simples do sistema, é uma tarefa repetitiva e, portanto, algo ABSURDAMENTE difícil, para mim, finalizar!

E é aí que outros problemas surgem, como depressão e ansiedade.

Talvez você já tenha visto uma pessoa assim, aquela que tem o carma do ⌘+Tab (ou Alt+Tab para os não Mac). Sempre trocando de aplicativos sem parar em nenhum, acessando uma página que ele acabou de sair e constantemente day dreaming e (um parâmetro bem difícil de identificar na área de tecnologia) constantemente tomando café ou algo com cafeina, já que esse componente químico ajuda a balancear os hormônios e dar um pouco mais de equilíbrio.

O ambiente coorporativo espera que a pessoa seja sociável, mesmo que isso seja absurdamente difícil para ela. Temos reuniões constantes, escritórios compartilhados, mesa de pimbolim e diversos outros elementos que dificultam a concentração. Um artigo no site Gamasutra fala sobre como um programador é afetado por interrupções e, acredite, isso é o maior problema que temos de enfrentar!

Agora volto à frase que coloquei no começo do texto, é horrível ter de, diariamente, lutar contra você mesmo e, muitas vezes, perder! Não é algo engraçado ou que se fale alegremente para os amigos para justificar uma ação banal! E é algo que as empresas e as pessoas não estão prontas para entender e aceitar que, assim como cadeiras de rodas, é algo que afeta a pessoa, a limita e precisa ser considerado no dia-a-dia.

Afinal, ao acordar, sabemos que teremos de enfrentar a ADHD de cada dia.

Quick thought - Language

Mais um quick thought: Em que língua deveria postar meus conteúdos?

Essa é uma dúvida que me bate toda vez que eu abro um novo arquivo de postagem, ou até mesmo o Twitter. Em que idioma eu devo escrever minha opinião?

Eu acredito que a comunidade brasileira precisa de mais conteúdo em português! Principalmente na área de tecnologia. Mas, a minha realidade não é só Brasil.

Mas, no Twitter, tenho seguidores que falam os mais diversos idiomas e a maioria fala ou entende inglês. Meus colegas de trabalho, inclusive, falam inglês.

Aí fico com essa dúvida: Em qual idioma postar? Não só opinião técnica, mas coisas do meu dia-a-dia. Não quero me afastar de minha terra natal e amigos, mas sinto que perco interação com pessoas ao postar apenas em português.